9 Lições de Liderança do filme ‘Estrelas Além do Tempo’ — Beia Carvalho — Palestras

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11 de maio de 2017

9 Lições de Liderança do filme ‘Estrelas Além do Tempo’

Octavia, o gênio IBM. Taraji, o gênio matemático e Janelle, a engenheira.

9 Lições de Liderança do filme ‘Estrelas Além do Tempo’ sobre Diversidade e Inclusão no Mercado de Trabalho foi publicado na Revista Forbes, em janeiro de 2017.

 

Mary Jackson, Katherine Johnson e Dorothy Vaughan

Além de performances grandiosas, essa é uma história de empoderamento, de mulheres negras superando duplas barreiras de raça e gênero. Não só elas triunfaram, como em suas jornadas elas se tornaram heroínas na corrida espacial americana contra a Rússia.

Baseado no livro de Margot Lee Shetterly, historicamente fidedigno, o filme conta a história de 3 mulheres americanas negras no início dos anos 1960, que trabalhavam como matemáticas no Centro Langley de Pesquisas da NASA, em Hampton, Virginia, EUA.

O filme é uma interpretação ficcional do livro. Muitos dos detalhes históricos estão preservados, e retratam eventos que desencadearam o início do colapso das barreiras raciais durante um período crucial do Movimentos pelos Direitos Civis.

O filme é rico em preciosidades que inspiram aqueles que batalham pela diversidade e a inclusão no mercado de trabalho.

Aqui estão as 9 lições do filme que os líderes podem colocar em prática hoje.

1 – Eliminar obstáculos para seus funcionários.

Quando Al Harrison sacou que sua funcionária, a matemática negra Katherine Goble, tinha que caminhar 1/2 hora a cada vez que precisava ir ao banheiro para negros, ele usa um pé-de-cabra para arrebentar a placa que identifica o único banheiro reservado para mulheres negras, e solta a frase “here at NASA we all pee the same color!” Ao fazer isso, ele remove de forma eficaz esse grave obstáculo para facilitar o trabalho de Katherine. E, como frequentemente acontece, ao identificar e consertar o problema para uma pessoa, ele removeu um obstáculo que impactava um grande número de pessoas talentosas.

2 – Lutar para ser mais abrangente para ganhar acesso a um maior banco de talentos.

O envolvimento dos Estados Unidos na 2ª Guerra Mundial criou uma enorme demanda por mão de obra especializada para o setor de Defesa. As mulheres começaram a ser recrutadas na NASA, em 1935, mas em 1943 a necessidade por talentos beirou o desespero. Dois anos antes, o presidente Roosevelt assinou a lei Executive Order 8802, que acabava com a segregação na indústria da defesa. Isso abriu a porta da NASA que passou a incluir mulheres de cor na sua busca por talentos, com resultados espetaculares.

3 – Ousar a ser o “primeiro” a desbravar novos caminhos.

Numa das cenas mais poderosas do filme, Mary Jackson (Janelle Monáe) precisa da permissão de um juiz para frequentar aulas numa escola de engenharia para brancos – numa época em que no estado Virginia a lei da segregação entre brancos e negros ainda dominava. Apesar das monumentais adversidades contra ela, ela pergunta ao juiz: “De todos os casos que o senhor vai ouvir hoje, qual deles fará o senhor ser o primeiro?” Não importa o quanto hercúlea seja a tarefa, você não deveria ter medo de ser o primeiro, e você deveria apoiar aqueles na sua equipe que tem desejos de trilhar novos caminhos.

4 – Pequenos gestos contribuem muito para criar um senso de pertencimento.

Quando a equipe de astronautas visita a NASA, todos os funcionários estão perfilados ao ar livre para cumprimentá-los, com as mulheres negras relegadas lá para o final da fila. Em vez de ignorá-las, o astronauta John Glenn vai até elas para apertar as suas mãos. Esse pequeno gesto deixa uma marca significativa naquelas mulheres e dá a elas um maior senso de inclusão e pertencimento.

5 – Mesmo com as melhores intenções, o preconceito faz os talentos se sentirem indesejados.

Quando o coronel Jim Johnson (representado por Mahershala Ali) tenta ser galanteador com Katherine Goble, fica sabendo que ela é uma matemática, na NASA, diz sem pensar “nossa, eles deixam mulheres fazer este tipo de trabalho?” Bem no meio de um filme que enfatiza discriminação racial, essa pérola de machismo nos mostra como a discriminação pode tomar várias formas.

6 – Quando a gente erra, é importante se desculpar.

O infeliz comentário do coronel Johnson suscita um forte reação da parte de Katherine Goble. Sua fraca tentativa de se desculpar só piora as coisas. Mais tarde, então ele retorna com um sincero pedido de desculpas e finalmente ganha o coração de Katherine. Ainda que seja quase impossível nos livrar de todos os nossos preconceitos inconscientes, estar pronto para reconhecer nossos erros pode ajudar a neutralizar situações potencialmente prejudiciais.

7 – Use seu privilégio para empoderar alguém.

Quase ao final do filme quando o astronauta John Glenn está se preparando para seu voo is histórico, ele pede que Katherine Goble confira todos os cálculos. Porém, ela não se encontra mais trabalhando na equipe do lançamento. O pedido do astronauta catapulta a carreira de Katherine para um papel proeminente. Sem o apoio de Glenn, ela não participaria mais do Space Task Group. 

8 – Apoiar os outros é a melhor forma de ajudar você mesmo.

Quando a outra matemática Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) compreende que o novo computador da IBM foi instalado na base, ela começa a aprender por si só como programar. Porém, em vez de guardar o conhecimento para si, ela começa a ensinar todas suas colegas do seu departamento. Ao fazer isso, ela fortalece a sua equipe. Quando os gerentes percebem a necessidade de mão de obra para operar os computadores, sua preparada equipe assume.

9 – Quando focamos em performance, a diversidade emerge naturalmente.

O filme tem uma mensagem muito clara: se é pra atingir o sucesso, nem cor de pele nem gêneros importam. A única coisa que pode fazer a diferença é performance. E é a performance de indivíduos como Katherine Goble, Mary Jackson, Dorothy Vaughan e um sem número de mulheres afro-americanas, que começaram a pavimentar o caminho para maior igualdade no mercado de trabalho. Ou seja, performance é o maior equalizador.

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Nota:

9 lições sobre diversidade e inclusão no mercado de trabalho, artigo da Forbes que traduzi livremente, escrito por Paolo Gaudiano and Ellen Hunt.


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