Futuro da Abolição 130 anos depois — Beia Carvalho — Palestras

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11 de maio de 2018

Futuro da Abolição 130 anos depois

Marielle Franco, vereadora, mulher, mãe, negra, socióloga, feminista, militante dos direitos humanos e política brasileira, assassinada no dia do meu aniversário: 14 de março. 1979-2018

Pois é, quando olhamos para o noticiário brasileiro, para o número de presos não brancos em nossos presídios, para as Marielles, pouco vemos do exercício dos direitos iguais, da igualdade oportunidades, e de cidadãos brasileiros – homens e mulheres – que se libertaram e se recusam a acolher quem lhes oprime.

Pouco vemos em nosso dia a dia, daquele gesto da Princesa Isabel canetando a Lei Áurea com a luxuosa pena em ouro 18 quilates cravejada com 27 diamantes e 28 pedras vermelhas. Francamente, preferiria que fosse com uma BIC, mas que fosse pra valer.

O que abunda no Brasil, além de bundas (não resisti ao indecente trocadilho) é a desigualdade. De que? Desigualdade de tudo.

Então, neste dia 13 de maio, dia da pseudo-abolição da escravatura, que também coincide com o dia das mães, me lembra de uma coisa e só uma coisa: desigualdade. As formas desumanas de exploração do trabalho e de exploração das pessoas como vemos agora nesta tragédia sem fim do incêndio do edifício Wilton Paes de Almeida, no centro de São Paulo – com seus aluguéis exorbitantes para uma terra de ninguém.

Os negros e pardos são 54% da população e a cada ano mais brasileiros se assumem e se auto declaram não-brancos.

Em apenas 4 anos, a população brasileira que se auto declara preta cresceu 15%. Orgulho de ser. Aguarde o futuro dessa tendência! São jovens se assumindo pretos (mesmo com a aparência branca – o que conta muito no Brasil) não para terem mais privilégios, mas para se igualarem à população menos privilegiada no Brasil, em qualquer item que seja selecionado.

Mais da metade dos brasileiros é negra e parda e destes, só 17% fazem parte dos mais ricos. E entre o grupo 10% mais pobre, os negros continuam majoritários (renda média de R$ 130 por pessoa na família).

Abolição? Como diz Nina Silva, fundadora do Black Money, somos 54% da população: com quanto negros você se relaciona?

No ano passado, fiz uma série de 3 vídeos sobre o filme Estrelas Além do Tempo, que conta a história verdadeira de uma equipe mulheres negras, matemáticas, que desempenharam um papel vital na NASA, naquela corrida dos EUA contra a Rússia, para mandar um homem para mandar um homem para o espaço.

Lutas pela Igualdade de Oportunidades

Este é 3º vídeo da série e fala de IGUALDADE DE OPORTUNIDADES. Falo de preconceitos e não-produtividade. Mas não são as empresas que querem produtividade a todo custo? Por que elas incitam o preconceito? Por que alguém contrata uma negra e diz que ela tem que “dar um jeito no cabelo”? O dia que ouvi que isso acontece hoje, na cidade de São Paulo, em empresas pequenas e grandes, nacionais e multinacionais, não acreditei. Mas a realidade é essa.

Trago também a discussão das mulheres que cruzaram as linhas de gênero, raça e profissão e lutaram pela Igualdade de Oportunidades.

Gostou? Espero que minha homenagem a este 13 de maio possa trazer reflexões e quiçá, novas atitudes e comportamentos em relação ao tema das desigualdades.

Enquanto escrevia este post, num hotel de Recife, onde vim palestrar para a Furukawa, sou “abduzida” por Silvano, diretor Comercial da Pampili, calçados para meninas, que está em convenção no mesmo hotel. O que eles estão discutindo? O papel decisivo das meninas na construção de um mundo melhor para todos. Destino?

Comentamos que o Status da Mulher é um dos 15 Desafios Globais para 2030. Temos que inspirar nossas crianças e jovens a quererem aprender mais e mais – como a nova era exige de seus novos cidadãos. Que sejam inspirados a lutar pela igualdade de oportunidades. E que se sintam apoiados pela sociedade – por todos nós – a se libertarem e a recusarem a opressão de gênero, raça e profissão.

Que daqui a 5 anos possamos comemorar a Abolição, de verdade, com uma pena de ouro 18 quilates cravejada com 27 diamantes e 28 rubis.

Notas

Edifício Wilton Paes de Almeida, 1961. Projeto do arquiteto Roger Zmekhol seguindo a escola modernista, 24 andares. Desde setembro de 2002, pertencia à União. Abrigou a sede do INSS e da Polícia Federal. Em 11 de fevereiro de 2015, foi lançado um edital para venda do prédio. O valor calculado era de mais de R$ 20 milhões.

Negros representam 54% da população do país, mas são só 17% dos mais ricos. https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/12/04/negros-representam-54-da-populacao-do-pais-mas-sao-so-17-dos-mais-ricos.htm?cmpid=copiaecola

População que se declara preta cresce 14,9% no Brasil em 4 anos, aponta IBGE: https://g1.globo.com/economia/noticia/populacao-que-se-declara-preta-cresce-149-no-brasil-em-4-anos-aponta-ibge.ghtml

15 Desafios Globais para 2030, State of The Future, Millennium Project: http://107.22.164.43/millennium/challeng.html

Pampili: https://www.pampili.com.br

Beia Carvalho é palestrante futurista. Seus temas são Inovação, Futuro e Gerações.

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Comentários


  1. Se você já presenciou esta cena do post, comente: "Por que alguém contrata uma negra e diz que ela tem que 'dar um jeito no cabelo'? O dia que ouvi que isso acontece hoje, na cidade de São Paulo, em empresas pequenas e grandes, nacionais e multinacionais, não acreditei. Mas a realidade é essa."

    12 de maio de 2018, 00:14
    By: beia


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