Você é Otimista sobre o Futuro? — Beia Carvalho — Palestras

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9 de junho de 2018

Otimista com o Futuro?

Vamos Futurar?

“Uma coisa curiosa aconteceu no caminho do mundo, enquanto ele estava indo em direção à abundância”

Sabe de quem é essa frase?

Pode muito bem ser de historiadores do Futuro, quando eles olharem para trás, para estas primeiras décadas do século 21, em que vivemos. Quando olharem

Talvez, quando olharem para você, para mim e todos que estão hoje vivos e atônitos, descrevam este momento como o momento em que “as expectativas desta nossa raça humana superior, com muito mais inteligência, mais saúde e profundas novas experiências foram emboscadas por uma dramática convulsão social e ambiental.”

Tsunami em New York? Ficção ou Possibilidade?

Me encantei com essa abertura da newsletter do futurista David Wood. Particularmente, porque traz essa imagem de alguém nos espionando lá do futuro.

Essa técnica se chama backcasting, e é oposta ao forecasting, que é a previsão do futuro. Backcasting é olhar do futuro para o presente. É a metodologia que aplico, há quase 10 anos, para pensar no futuro, para que este exercício de futurar seja mais apetitoso.

E quando a gente faz coisas que são gostosas, que nos entretém, a gente quer repetir essas experiências mais vezes. Por isso, pensar que já estamos no futuro e que podemos olhar para o presente como se ele fosse passado, é tão divertido e frutífero. Esse exercício nos traz imagens e nos obriga a fazer sinapses que, de outro modo, seriam quase impossíveis. Pelo menos os seres humanos normais, como eu.

O Futuro é Plural. Future!

Voltando à quebra de exPectativas em que a humanidade se meteu, por não dar a devida atenção aos dramáticos apelos ambientais e sociais, outro Futurista, David Bent, diz:

“Nós enfrentamos um número sem fim de problemas globais, de mudanças climáticas a desigualdades, e são essas as questões que desafiam a sociedade global, de modo significativo hoje e no futuro. A menos que os nossos planos para o futuro incluam a sustentabilidade, poderemos ver todos os nossos outros planos dolorosamente interrompidos.”

Alguns analistas dizem que tudo o que precisamos para alcançar a sustentabilidade é correr e desenvolver melhores tecnologias – mais verdes, mais limpas, menos poluentes e que causem menos desperdícios. Outros dizem que também precisamos considerar as pressões sociais e políticas.

Greve Caminhoneiros, maio 2018, paralisou o país num movimento descentralizado, típico do século 21, organizado pelo WhatsApp.

O que David Bent recomenda é que líderes sociais e políticos desenvolvam uma “estratégia industrial”, que conduza efetivamente à criação e ao uso de novas tecnologias.

Quando terminei de ler isso, pensei que concordava com os 2 Davids, Wood e Bent. Essa discussão é da maior importância e fica relegada a um plano inferior ou poliânico, enquanto nós estamos tocando “coisas mais sérias e importantes” como as economias locais e mundiais.

E como diz o cientista Guy McPherson: 

“Se você acha que a Economia é tão mais importante que o Meio Ambiente, tente não respirar enquanto conta seu dinheiro”.

Assista meu vídeo sobre Guy McPherson, influente expert em aquecimento global, que diz que será impossível para os humanos viverem na Terra após 2040.

Sim, viver no século 21 é acelerar a transição para a pegada sustentável de todos os seres humanos. E não a sustentabilidade de fachada ou a de apenas alguns grupos aqui e acolá. Se não for um esforço humanitário da humanidade, Guy McPherson terá razão?

Notas

Beia Carvalho fala de mudanças exponenciais nas palestras sobre Inovação e Futuro e seus impactos sobre todas as Gerações.

David Wood: futurista autor de vários livros, último “Transcending Politics: A technoprogressive roadmap to a comprehensively better future” and “The Abolition of Aging: the forthcoming radical extension of healthy human longevity”.

David Bent: estrategista apaixonado em direcionar o mundo para uma pegada sustentável.

Professor Guy McPherson, University of Arizona, em citação de seu blog no post “Time for a Revolution”, de 2009.

 


Comentários


  1. "Mas o que é mais importante é que a gente não aceite tudo simplesmente, que comecemos a tomar decisões criticas sobre que tipo de mundo nós queremos e que tipo de tecnologia nós queremos". Alvin Toffler, Future Shock, 1972.

    10 de junho de 2018, 20:32
    By: beia


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