Neymar, l’enfant terrible — Beia Carvalho — Palestras

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23 de junho de 2018

Neymar, l’enfant terrible

Acabou em choro! Nesta geração homem chora. Que bom!

Cara comadre Tais,

Demorei um pouco para lhe responder, porque queria achar esse post do Mauro Segura, Diretor da IBM, sobre o Neymar, de quem você sabe sou super fã. Descobri que é mais fácil achar uma mina de ouro em frente a minha casa que um post de 1 semana atrás, no LinkedIn!

Sua provocação sobre o comportamento do Neymar no jogo contra a Costa Rica, me inspirou a escrever sobre o assunto.

Vamos lá. Primeiro, reproduzo o post do Mauro com a foto da capa da revista GOL com o Neymar. Depois, reproduzo o que eu comentei. E logo abaixo, o comentário da Renata Camargo, diretora sócia da WR.

Antes disso, quero passar por alguns números sobre o super craque. Creio ser muito, mas muito difícil mesmo, que qualquer um que esteja lendo esse post compreenda a extensão, profundidade e os efeitos destas cifras únicas sobre esse atleta de uma forma holística.

Neymar ganha 36,8 milhões de euros por ano (R$ 175 milhões) ou mais de 700 mil euros por semana (3,3 milhões de reais). Mais que o dobro do que recebia no Barça, em 2016. Neste mesmo ano, a Forbes estimou os ganhos adicionais do atacante com patrocínios, na casa dos 18 milhões de euros anuais, fazendo de Neymar o único jogador de futebol ativo, que ganha mais dinheiro fora, do que dentro do campo. Seus ganhos com Nike, Gillette e Red Bull, entre outras marcas, representam 61% de sua renda anual, enquanto que para Ronaldo e Messi representavam 36% e 34%, respectivamente.

Post de Mauro sobre Neymar na capa da Revista de Bordo GOL

Posto isso, vamos ao post do Mauro.

Hoje, no avião de volta para o Rio, eu pego a revista de bordo e vejo o Neymar na capa. Ele está em todas. Me pego pensando se ele tem preparação psicológica para encarar o tranco. O cara está em todas, jogado pro alto como o símbolo máximo do sucesso da seleção na Copa, o caminho para nossa redenção depois da última competição. O cara só tem 26 anos. É craque no futebol, mas não paro de pensar sobre o que se passa na cabeça dele. Comparo com minha vida. Aos 26 anos eu estava na pista de decolagem da minha vida profissional, era analista de sistemas junior, algo assim. Esqueça o futebol e pense numa empresa. A situação de Neymar pode ser imaginada como uma garoto de 26 anos que é colocado numa posição mega executiva em uma enorme empresa, onde o futuro da organização vai depender de suas decisões, equilíbrio e execução nos próximos meses. É tudo ou nada. Com uma multidão de pessoas olhando, analisando e criando expectativas sobre cada passo dado. Imagine a pressão!! É assim que penso toda hora que vejo a figura do Neymar nas capas de jornais e revistas.

Meu comentário ao post:

Nesses poucos anos de vida, ele já mostrou muita maturidade. É espantoso! Com todo esse assédio – que nem é de hoje. Há 5 anos, já era avassalador! Acho que ele deslizou no começo com o Twitter e a faixa Jesus. Mas deve ter sido bem mentorado, ao que parece. – 4 Likes

Resposta de Renata Camargo

Sim, ele foi e é muito bem “mentorado”. Conheço o começo da história quando ela ainda estava no Santos e teve um arranca rabo público com o técnico. Lembram? Ali o Santos contratou uma empresa para acompanhá-lo. Ao contrário do que imaginávamos, fiz parte da equipe, ele assumiu o erro e se mostrou receptivo, seguro, perspicaz, maduro. Dali em diante ele nunca mais parou de trabalhar a inteligência emocional. Bjo

Neymar brincando de mula-sem-cabeça pelo campo.

Taís, esse bate-papo no LinkedIn foi antes do início da Copa. Apesar das consequências das as cifras acima citadas serem desestabilizantes de comportamentos, concordo com a Renata e vejo que elas estão dominadas pelo craque.

O novo, talvez, tenha sido a lesão tão perto da Copa. Somada à pressão de um jogo decisivo, onde foi pisado e chutado, ele sabia que não estava 100% em campo. Justo neste momento tão especial. Tudo isso pode ter sido um gatilho para aquele ataque de pelancas. Haha, pelancas no Neymar, nem daqui 50 anos!

 

Neymar comemorado o 2º gol contra a Costa Rica

Ele é star. É outra categoria. É outro lugar.

O jogo dele é todo decorado por sua coreografia, caminhando com a cara enfiada na camiseta, birra amassando a bola, a lambreta. Tudo parece um ensaio fotográfico. Mas ele não é espuma. Ele marca.

Foram quase 400 gols e 50 pela Seleção Brasileira. O choro me pareceu a descarga de tudo. Adorei que ele chorou. Nesta geração homem chora. isso é muito bom.

Tais, por tudo isso, considero que esse nosso milênio tem e deve ter uma alta autoestima. Ele tem uma coisa que poucos da sua geração, Y, tem: maturidade emocional. Mas como a vida não é matemática, no jogo com a Costa Rica, a pressão falou mais alto.

A lambretinha de Neymar

Taís, sobre a palestra na Rússia para todas as outras gerações que lidam com a Geração Y ou Millennials (22 a 37 anos) e a Geração Z ou post Millennials (9 a 21 anos), está valendo! Você sabe o quanto eu sou louca por uma viagem. E ainda não conheço a Rússia! Enfim, para o que vale, alguém não soube calibrar a pressão, não é?

Notas:

Dados sobre Neymar retirados da matéria “O valor de Neymar: quanto ganha e qual o patrimônio do craque brasileiro”, no site www.goal.com


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