Futuristas e as Sextas para o Futuro — Beia Carvalho — Palestras

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15 de março de 2019
Sextas-feiras pelo Futuro no Rio de Janeiro. Foto: Marcio Isensee e Sá/O Eco

Futuristas e as Sextas para o Futuro

No livrinho A Tal Futurista me perguntaram para que servem os futuristas.

Hoje, me deparando com os protestos Sextas-Feiras para o Futuro, de crianças e adolescentes em 123 países do mundo, me lembrei que há tempos toco nesse temor da Geração Z pelo fim do mundo, em minhas palestras sobre as novas gerações. E me lembrei que tinha esse vídeo onde essa fala está registrada. Foi muito bacana re-assistir ao vídeo ao mesmo tempo que lia a matéria da WIRED de onde traduzi alguns trechos abaixo. E você pode assistir também. Logo abaixo.

No Brasil, a greve escolar aconteceu em 20 cidades. No Recife, cerca de 30 estudantes se concentraram na Praça do Derby. “Se Greta conseguiu chamar tanta atenção sozinha e comover diversos países para entrarem no movimento com ela, por que não nos reunirmos em duas, três ou trinta [pessoas]? Meu sonho é ver a Agamenon Magalhães inundada de gente mostrando que temos que cuidar do Rio Capibaribe”, afirma uma das organizadoras, Luciana Naira. Clique aqui para matéria completa do G1.

Sextas-feiras pelo Futuro em Recife. Foto: Isabela Veríssimo/G1

Traduzo abaixo os melhores parágrafos da matéria da WIRED sobre as Fridays for the Future. 

Crianças e adolescentes protestam contra adultos pelos estragos climáticos

“AS CRIANÇAS NÃO ESTÃO pra brincadeiras. Por todo o planeta milhares e milhares de crianças faltaram das aulas e foram para as ruas com uma mensagem para os adultos: salve o mundo que vocês destruíram.

A marcha foi um dos maiores protestos contra as mudanças climáticas já organizados. E tudo foi organizado pelas crianças, inspiradas pela adolescente ativista sueca, Greta Thunberg (mentora do movimento) e lideradas por 3 meninas Alexandria Villasenor, 13 anos, de Nova Iorque, Isra Hirsi, 16, de Minnesota e Haven Coleman, 12, do Colorado. Essas são as crianças que se levantaram contra herdar uma Terra Arrasada.

Elas querem um mundo que não os coma vivos, que não ferva os oceanos, nem destrua as plantações. Elas querem um futuro. E se eles tem que faltar das aulas para chamar a atenção dos adultos de todo o mundo, elas faltarão!

Sextas-feiras pelo Futuro na Cidade do Cabo, Africa do Sul. Foto: Nasief Manie/AP
Sextas-feiras pelo Futuro em Roma. Foto: Alessandro Di Meo/Ansa via AP

‘Minhas notas escolares não terão nenhuma importância se eu estiver morta’, diz Bruke, de 16 anos, que cruzou a baía de São Francisco para protestar junto a mais de 1.000 pessoas, de bebês acompanhados dos pais a adolescentes de 18 anos. Acima de tudo, eles querem unir suas vozes a rodos os jovens do mundo para aumentar a conscientização de que as mudanças climáticas são reais e não podem ser ignoradas. ‘Nós temos apenas 11 anos mais até a as mudanças climáticas serem irreversíveis’, disse Bruke. “Eu terei 27 anos e estarei me formando em Sociologia. Vou querer me preocupar com a minha educação, e não com a minha sobrevivência.”

Zayne tem só 9 anos mas se tornou uma das vozes mais potentes do movimento. “A mudança climática é uma coisa feita pelos adultos e eles tem que consertar isso. Zayne está constantemente preocupado se ele vai morrer nos próximos 20 ou 30 anos. “Posso morrer numa inundação, num tornado ou tsunami. Eu penso sobre isso o tempo todo.”, ele diz.

Henry, um estudante do fundamental pediu para falar, admitindo que ele não tinha preparado nada: ‘Estou na 5ª série, mas eu tinha que vir aqui e falar para as pessoas mudarem, nós temos uma economia podre’.

Em São Francisco, uma mulher olhava os estudantes e chorava. “Graças a Deus,” ela disse à WIRED. Ela não quis dizer seu nome. Disse que o dia de hoje era da juventude e não dela. ‘Eles nos salvarão’.

Por fim, Beckham, de 10 anos, que veio a São Francisco protestar com sua mãe, saiu com a melhor: ‘Só porque somos crianças não quer dizer que tenhamos opiniões infantis.’

Ao final do dia, perto de 1 milhão de crianças compareceram aos protestos. É hora dos adultos ouvirem.”

. Matéria de EMILY DREYFUSS.

Sextas-feiras pelo Futuro em Erfurt, Alemanha. Foto: Jens Meyer/AP

Você pode assistir ao meu vídeo completo clicando aqui. Ele faz parte de uma série de 6 vídeos chamada FAMÍLIAS DO FUTURO, que trata de sexo, gênero, gerações, longevidade, diversidade, alimentação e convívio e globalização. Ufa!

Os assuntos desta série fazem parte de meu novo trabalho, que te convido a conhecer. Chama-se Q&A, questions and answers.

Isso! A empresa pergunta, a Beia responde.

Serve para solucionar aquelas dúvidas que estão pululando dentro das empresas, questões sobre temas urgentes como a Diversidade, por exemplo.

É uma ferramenta de trabalho, que une grupos pequenos para sanar dúvidas que causam impacto direto no resultado do negócio. Se você está curioso, temos o que conversar. Pode ligar: 991113019.

NOTA:

A Geração Z (nascida entre 1997 e 2009, em 2019 com idades entre 10 e 22 anos) é a primeira geração gênero neutro. Por sua pressa, espera-se que deva quebrar várias barreiras sociais, culturais, sexuais, e ambientais. É a primeira que nasce num mundo ameaçado de ser extinto. Veja o impacto disso nos novos problemas que as famílias enfrentam. E porque as raízes do movimento FRIDAYS FOR THE FUTURE são interconectadas e  globais, de uma forma que ainda não havíamos presenciado entre grupos etários infanto-juvenis.


Comentários


  1. Você pode assistir ao meu vídeo completo em full screen clicando aqui

    15 de março de 2019, 23:35
    By: beia


  2. Aqui está o texto do vídeo que explica as raízes do movimento FRIDAYS FOR THE FUTURE. Essas pessoas elas nasceram num mundo que todo mundo falou que esse mundo vai acabar. Tem grandes cientistas falando que este mundo vai acabar em 2040, não estou falando de religião, estou falando de sustentabilidade, né? Então, assim, o cara tem 10 anos, ele vai morrer daqui a pouco, sabe? Então, é um mundo muito diferente de todas as outras gerações que nasceram em mundos infinitos. É diferente você nascer num mundo que se você não cuidar dele, ele acaba. Que essa é a pressão. Essas crianças, por exemplo, se você só pensar em São Paulo, uma criança de 6 anos passou 3 anos da vida dela com medo que a água fosse acabar em São Paulo. E não foi brincadeira! A gente achou que ia acabar mesmo. Aquela reserva ..., aquela não reserva. Então, isso é uma coisa muito grandiosa, entendeu? E os pais estão lidando com várias dessas questões como se fosse o Joãozinho, a Mariazinha, entendeu? Não! São todas as crianças do mundo, não é do Brasil, é do mundo! É uma coisa geracional. E isso é muito importante para o alívio das pessoas. Para as pessoas a começarem a tratar isso de outra forma.

    15 de março de 2019, 23:38
    By: beia


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